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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

30 dias em São Paulo - Dias 5 e 6


Esta postagem faz parte dos relatos das experiências de um estudante paraense em São Paulo em ocasião de um intercâmbio feito entre os cursos de Geografia da UFPA/Belém e o curso de Geografia da USP/Butantã. As postagens serão equivalentes aos dias vivenciados, como numa espécie de diário de bordo. Os textos se propõem a ser sintéticos e informativos. Dessa forma, objetivamos gerar resultados e informação sobre essa interessante modalidade de aprendizado partindo da percepção do estudante sobre o novo mundo que se desvenda diante de seus sentidos diariamente. No total serão 30 dias em São Paulo, morando no Condomínio Residencial da USP, o CRUSP. 
Saiba mais clicando aqui!

10 e 11/08/2013 – QUINTO E SEXTO DIAS (FINAL DE SEMANA) - Nesse final de semana, resolvi desbravar para além da zona metropolitana de São Paulo. Meu destino final seria Jundiaí. Em São Paulo você se desloca a longas distâncias de maneira rápida e barata. Estou falando do sistema de metros e trens. Com apenas seis reis fui e voltei da cidade de Jundiaí, que fica a 60 km do bairro Butantã.
Da Estação Butantã para Estação da Luz e para a Estação Francisco Morato e dessa última para a Estação de Jundiaí levam aproximadamente duas horas e meia de viagem através dos trilhos do metro e dos trens. Das janelas dos trens que nos levam para além dos limites da cidade de São Paulo, a paisagem que muda a cada estação. A vegetação sobre os morros logo é substituída por casas e barracões que assumem o cenário durante alguns minutos nos deixando a sensação de pobreza e abandono. Diversas ocupações precárias são observadas ao longo do trajeto da via férrea.
Por fim, a cidade de Jundiaí. Densamente urbanizada, a cidade nos passa uma sensação de organização eficiente e segurança. Durante a noite segui para conhecer a uma manifestação religiosa bastante peculiar, o culto da igreja evangélica “Bola de Neve Church” a convite de um amigo que me apresentou a cidade e me incentivou a ir até lá. Ali o púlpito era uma enorme prancha de surf e o ofertório era feito a partir de quatro skates que deixavam a mostras suas rodinhas verdes.
Depois houve o aniversário de um “irmão”. Como visitante que eu era, fui convidado para ir a celebração. Meu amigo também ia e já havia me informado sobre. Claro que eu não poderia perder essa oportunidade. Assim, entramos num carro.
No entanto, era necessário buscar o bolo no apartamento da “irmã”. E lá fomos nós. O bolo foi colocado no meu colo. Acontece que o aniversário seria em outro município. Campo Limpo. Mas era preciso comprar o refrigerante e a carne no caminho. Assim paramos num supermercado no município de Várzea Paulista, que fica entre Jundiaí e Campo Limpo.
Ao chegarmos em Campo Limpo, foi dito aos convidados que o local marcado para a festa não havia sido marcado com antecedência. Por isso, os carros dos “irmãos” seguiram de volta para Jundiaí. Enquanto isso, eu tentava equilibrar o máximo o imenso bolo recheado que ia ao meu colo. Aquele passeio pela madrugada no interior de São Paulo finalizou na casa de um “irmão”, onde um churrasco foi feito e comido com muito louvor e conversas. Claro, isso depois do “parabéns pra você”.

No dia seguinte, almocei com a família do meu amigo. Já íamos para as três da tarde, mas o sono ainda batia com força, embarquei no trem e voltei para o CRUSP. Era domingo. Do metro Butantã para o portão de acesso mais próximo da USP são quinze minutos. Embora já fossem sete horas da noite, resolvi caminhar. Lembrei-me que era o dia da limpeza e que fui convocado pelo colega com qual estou dividindo o apartamento para auxiliar nessa missão semanal. Ao meu encargo ficou o banheiro. Aceitei muito satisfeito. E assim o domingo se foi e eu fiquei. 

(Walter Rodrigues - bolsista PIBIC/UFPA) 

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